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AGENTES DE SEGURANÇA PEDEM MEDIDAS CONCRETAS CONTRA MORTES E AMEAÇAS
09setembro / 2015
A possibilidade de criação de uma força-tarefa para apurar ameaças e crimes contra os profissionais de segurança foi a principal questão debatida durante audiência pública, ontem, na Assembleia Legislativa. A reunião foi realizada pela Comissão de Segurança Pública, a requerimento de seu presidente, deputado Sargento Rodrigues (PDT), em atendimento a reivindicações dos Sindicatos dos Agentes de Segurança Penitenciária (Sindasp) e dos Servidores da Polícia Civil (Sindpol).
Acriação de uma força-tarefa foi uma das propostas debatidas pela Comissão de Segurança A possibilidade de criação de uma força-tarefa para apurar ameaças e crimes contra os profissionais de segurança foi a principal questão debatida durante audiência pública, ontem, na Assembleia Legislativa. A reunião foi realizada pela Comissão de Segurança Pública, a requerimento de seu presidente, deputado Sargento Rodrigues (PDT), em atendimento a reivindicações dos Sindicatos dos Agentes de Segurança Penitenciária (Sindasp) e dos Servidores da Polícia Civil (Sindpol). Sargento Rodrigues criticou a ausência de autoridades convidadas para a audiência e manifestou preocupação com o crescimento de mortes e ameaças a profissionais da segurança pública no Estado. ”É essencial que se constitua uma força-tarefa permanente que apure, de fato, os casos que ameaçam a vida e a integridade daqueles que estão nas ruas com- batendo o crime. A situação é grave, e desde 2003 já há quase 190 servidores mortos em razão da atividade”, afirmou o deputado. O parlamentar mencionou ações e respostas pontuais nas diferentes corporações, questionando o fato de não haver uma ação institucional. “Queremos uma res- posta governamental concreta, uma força-tarefa com os diversos órgãos de segurança envolvidos”, ressaltou. O deputado Cabo Júlio (PMDB) também manifestou preocupação com a integridade dos policiais. Ele ainda disse que as forças de segurança do Estado estão em más condições, mas ponderou que tal sucateamento não começou agora, tendo sido herdado do go- verno anterior. Para o deputado Professor Neivaldo (PT), o crescimento da população prisional é um problema. Ele também lamentou a falta de recursos e de estrutura das polícias, lembrando que a atual situação é decorrente de um processo de sucate- amento que vem de anos. “Realmente temos de buscar uma resposta, mas não podemos nos esquecer de que esta realidade não é de agora”, declarou. União de forças pode ser solução Para o promotor de justiça Luís Gustavo Beltrão, a solução dos crimes e ameaças contra policiais passa por uma maior aproximação das instituições ligadas à segurança pública, com designação de membros de todos os órgãos para acompanhar de perto cada caso. Essa necessidade de união de diversos órgãos também foi enfatizada pelo representante do Comando-Geral da Polícia Militar, tenente-coronel Wanderlúcio Ferraz dos Santos. O presidente do Sindpol, Denílson Aparecido Martins, chamou a atenção para a necessidade de conter a atual realidade de ameaça e temor, que, nas palavras dele, “fragilizam ainda mais a situação dos profissionais de segurança pública”. O sindicalista destacou o preocupante aumento de suicídios entre policiais, o que, segundo ele, é agravado pela ausência de avaliações psicológicas periódicas. “É preciso estabelecer uma força-tarefa multidisciplinar, com participação de policiais, psicólogos, promotores, entre outros profissionais, a fim de defender aqueles que colocam a vida a serviço do cidadão mineiro”, concluiu. Na opinião de Alan Nogueira, vice-presidente do Sindasp, o principal problema é a falta de investimento na área de segurança pública. Ele lamentou o que chamou de “execuções sumárias de policiais”. Também defenderam medidas em favor dos policiais os presidentes da União Mineira dos Agentes de Segurança Prisional, Ronan Rodrigues; da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares, Marco Antônio Bahia Silva; e do Sindicato dos Delegados de Polícia, Marco Antônio de Paula Assis. Fonte: versão eletrônica da publicação “Assembleia Informa” - Foto: Ricardo Barbosa