PRESO BANDO DE FLANELINHAS QUE FURTAVA VEÍCULOS

A Polícia Civil prendeu seis homens ontem e ainda procura três pessoas suspeitas de integrarem a quadrilha de flanelinhas que atuava no bairro Buritis, na região Oeste de Belo Horizonte. As investigações sobre o caso já aconteciam havia dois meses.

Segundo o delegado Flávio Grossi, a organização criminosa agia, pelo menos, desde 2017. “Eles extorquiam as pessoas que queriam estacionar na região, dizendo que é um local com alto índice de furtos, e, caso o valor pedido não fosse pago, o veículo ficaria desprotegido”, disse.

O valor cobrado variava entre R$ 20 e R$ 50, dependendo do movimento da região, se a vítima fosse mulher ou estivesse sozinha.

“Além de pegar o dinheiro das vítimas, os suspeitos arrombavam os carros para cometer furtos e saíam muito antes de os clientes retornarem”, acrescentou.

A polícia identificou que o bando era chefiado por um homem, responsável por alocar seus comparsas em pontos considerados estratégicos e que ficava com 50% dos valores arrecadados por eles.

Ao prender os seis suspeitos, a polícia encontrou com um deles R$ 800, que teriam sido arrecadados em apenas uma noite. A polícia não conseguiu mensurar o número de vítimas.

Outro detalhe que chamou a atenção da instituição foi o fato de todos agirem de forma similar e coordenada. “Todos os suspeitos usavam coletes de cor laranja e com adesivos reflexivos, o que dava a impressão de serem cadastrados. Eles agiam no mesmo horário”, afirmou.

 

POLÍCIA VAI PEDIR PRISÃO PREVENTIVA

Todos os seis suspeitos presos ontem já tinham passagem pela polícia. Entre os crimes pelos quais já responderam, estão exercício ilegal da profissão de flanelinha, furto a veículos e, alguns deles, extorsão.

O delegado Flávio Grossi informou que pediu a prisão temporária dos detidos, de cinco dias. Ele pretende pedir a renovação e, posteriormente, a prisão preventiva do bando. “Eles têm um agravamento nos crimes, há uma soma de penas”, disse.

 

SEGURANÇA

A polícia recomenda que, para evitar golpes, é preciso ter atenção às identificações dos guardadores. Os credenciados não cobram pelo serviço.

 

Fonte: Jornal O Tempo