POLÍCIA APREENDE R$ 5 MILHÕES EM MEDICAMENTOS FALSOS E ANABOLIZANTES

A Polícia Civil prendeu cinco pessoas envolvidas no comércio ilegal de remédios controlados e anabolizantes nesta terça-feira (20). A quadrilha atuava nas cidades de Paracatu, na Região Noroeste de Minas, e Caieras (SP), e vendia os produtos ilícitos pela internet.

A ação da polícia começou há quatro meses, quando a corporação recebeu uma denúncia em Paracatu. A investigação começou e o órgão percebeu que tudo vendido no site era negociado por meio do aplicativo WhatsApp, com objetivo de evitar rastreamentos.

Por isso, policiais fingiram ser compradores e encomendaram duas ampolas de anabolizantes e dois comprimidos de Misoprostol, popularmente conhecido como Cytotec e usado para abortos induzidos. Os dois medicamentos têm venda proibida no Brasil sem receita médica. 

Conforme o denunciante havia relatado, os produtos chegaram normalmente pelos Correios a uma delegacia da cidade. Segundo a polícia, os produtos vinham do Paraguai. 

As investigações avançaram a partir de um contato com os Correios. O resultado foi uma apreensão de 400 caixas de medicamentos irregulares em um shopping de Taboão da Serra (SP). A operação deu certo graças à colaboração da equipe de segurança do estabelecimento, que filmou o homem que realizava as postagens para quadrilha.

Com objetivo de prender um dos líderes da quadrilha, a polícia montou uma campanha em uma agência dos Correios. O acampamento levou nove dias até a interceptação do homem. Ele foi detido em flagrante e levava uma vida de luxo em Paracatu, com idas a baladas da região e veículos de luxo. Um Chevrolet Camaro branco e uma moto de mil cilindradas foram apreendidos.

O suspeito, segundo a polícia, informou o endereço do estoque da quadrilha, que ficava em Caieras. Lá, a corporação apreendeu toda a carga que seria comercializada no mercado irregular. O conteúdo totaliza mais de R$ 5 milhões.

A partir dos bloqueios das contas dos envolvidos, a polícia apreendeu outros R$ 200 mil. Os detidos são dois que preparavam as encomendas, um que postava os produtos nos Correios, o gerente da quadrilha e um laranja, que emprestava seu nome para lavar dinheiro.

A Polícia Civil ainda não finalizou o inquérito. Isso porque três pessoas, todas lideranças da quadrilha, ainda estão foragidas. O trio morava em uma mansão em Caieras (SP) e fugiu pouco antes da chegada da corporação, deixando, inclusive, alguns objetos pessoais para trás.

 

Fonte: Jornal Estado de Minas