POLÍCIA APREENDE 1,4 TONELADA DE MACONHA QUE PERTENCIA A BRAÇO DO PCC EM MG

 

Mais de 1,4 tonelada de maconha, pertencente ao maior braço do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Triângulo Mineiro, foi apreendida pela Polícia Civil na última semana e apresentada nesta quarta-feira (16). Três homens foram presos e um menor apreendido após um grande fornecimento de drogas ser descoberto a caminho da região metropolitana de Belo Horizonte.

A operação começou na madrugada de quinta-feira para sexta-feira da última semana, quando um homem de 30 anos um menor foram abordados na cidade de Florestal, na região metropolitana, transportando 175 kg de maconha. A droga seria usada para abastecer o tráfico nas comunidades do Ventosa, no bairro Nova Suíssa, e do Cabana.

Após diligências, a Polícia Civil identificou qual seria o fornecedor da droga e, em uma ação conjunta com as equipes de Uberaba, descobriu um depósito extenso em uma casa da cidade. Lá, dois homens, de 28 e 31 anos, foram presos e 1225 quilos de maconha apreendidos.

Segundo o delegado Daniel Araújo, à frente das investigações, um dos criminosos, de 31 anos, possuía um mandado de prisão em aberto por homicídio qualificado. Ele tem passagens por homicídio e tráfico de drogas e seria o membro principal do PCC no Triângulo Mineiro, rota para o tráfico no Estado.

“Ele é o braço da organização em Uberaba. Tem passagem até pela aquisição de droga no Paraguai. Temos a suspeita de que ele possivelmente responde pela organização de uma rebelião em um presídio paraguaio”, afirmou.

Ainda segundo o delegado, apreensão da droga desmancha parte do tráfico em BH. “A gente monitora permanentemente as zonas mais sensíveis de Belo Horizonte. Temos uma satisfação pessoal porque sabemos que com isso conseguimos desabastecer várias organizações do tráfico. As investigações não estão encerradas. Essa é só a primeira etapa. O tráfico é um comércio como qualquer outro, só que ilícito. O traficante fornecedor geralmente produz no Paraguai e tem o transportador que vai pelo país. Acreditamos que estouramos uma espécie de porto seco, onde os traficantes buscavam seu abastecimento para chegar a suas comunidades”, afirmou.

Fonte: Jornal O Tempo