TRIO É PRESO POR APLICAR GOLPES NA INTERNET E CAUSAR PREJUÍZO DE R$ 200 MIL

A internet se tornou palco de mais uma ação dos bandidos. Desta vez, de uma quadrilha de estelionatários especializada no crime conhecido como "falso pagamento", quando há uma simulação de venda no ambiente virtual. Três pessoas foram presas e uma enorme quantidade de produtos apreendidos.

As investigações começaram há cerca de três meses, quando a polícia recebeu uma denúncia da prática criminosa. Na última quinta-feira (27), agentes da polícia civil da Delegacia Especializada em Crimes contra o Patrimônio (Depatri) conseguiram dar o flagrante e efetuar a prisão dos suspeitos: dois homens de 23 anos e outro de 22, que, segundo a polícia, já possui longa ficha criminal.

"Posso dizer que eram os três maiores golpistas de 2020. Eles aplicaram de 90 a 120 golpes de janeiro a agosto em vítimas de todo o país", informou o delegado responsável Gustavo Barletta. “Ao todo, eles provocaram um prejuízo de cerca de R$ 200 mil, com aplicação de 3 a 4 golpes por dia”, detalhou.

Ao contrário dos crimes cibernéticos comumente praticados por bandidos, neste caso, o trio tinha como foco pessoas que anunciavam produtos para a venda e não naquelas que queriam comprar. "'Eles procuravam anúncios de vendas na redes sociais, como Facebook e sites como OLX, com foco em eletrônicos, eletrodomésticos, celulares e outros. Se mostravam interessados, negociam o valor e, quando tudo parecia estar encaminhado, eles mudavam o tom da conversa, dizendo que tinham compromissos inadiáveis justamente no dia da entrega e pediam que o produtos fossem entregues por meio de um aplicativo de carro”, explicou. 

Os bandidos também se passavam por policiais na tentativa de dar mais credibilidade e até usavam fotos falsas para endossar o farsa. “Eles fingiam fazer uma transferência bancária, mostravam um comprovante falso e as pessoas acabavam acreditando”, complementou Barletta. “Muitas das vítimas eram idosas ou adolescentes, que muitas vezes não tinham conhecimento sobre trâmites bancários, o que facilitava a ação”, disse.

Outra mentira usada pelo trio era em relação aos endereços de entrega. De acordo com o delegado, eles solicitavam ao aplicativo uma entrega uma rua pouco movimentada, e colocavam um número inexistente, deste modo, eles recebiam o produto na rua. 

PRISÃO

Há cerca de três meses, a polícia recebeu a denúncia de que um dos suspeitos - que possui uma extensa ficha criminal, como roubos, receptação, corrupção de menores, tráfico de drogas e outro -  estaria envolvido nesse crime. Na última quinta-feira (27), receberam a informação de que ele receberia um produto em uma das ruas do bairro Londrina, na Santa Luzia, na grande BH. Por volta de 14h30 desse dia, a polícia deu voz de prisão quando o homem recebeu um celular. 

Os outros dois suspeitos também foram presos e com eles os agente encontraram R$ 3.400 em espécie.

A equipe da polícia continuou com as buscas e encontrou vários produtos, dentre eles, duas motos de trilha, uma delas de Celso Resende de Oliveira Melo, de 28 anos. “Tentei vender o produto e estava tudo certo. Ele (o suspeito) até me enviou fotos do comprovante e do saldo bancário dele, mas o dinheiro não caiu na minha conta”, relembrou. Desconfiado, ele fez um boletim de ocorrência. O veículo já foi devolvido.

PROTEJA-SE DOS GOLPES

Para ajudar a população a se proteger da prática de crimes cibernéticos, a Polícia Civil vai abrir a quarta turma para um curso online ‘Crimes Cibernéticos: os principais riscos e técnicas básicas de prevenção’. O curso é gratuito e aberto a toda população. As inscrições serão pelo site: ead.policiacivil.mg.gov.br.

Fonte: Jornal O Tempo