QUADRILHA QUE OSTENTAVA VIDA DE LUXO EM BH É DESARTICULADA PELA POLÍCIA CIVIL

A Polícia Civil desarticulou uma quadrilha especializada em tráfico de drogas que abastecia a região metropolitana de Belo Horizonte com toneladas de entorpecentes. Os dez membros do grupo - oito homens e duas mulheres - foram presos na operação Viribus. A investigação durou nove meses e foi liderada pelo delegado Marcus Vinícius Lobo, da 1ª Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco/Deoesp), que concedeu entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (5).

Carros de luxo, dinheiro e imóveis frutos de roubo foram apreendidos pelos agentes. O grupo criminoso chegou a movimentar R$ 6 milhões ao longo de pelo menos dois anos de atuação, segundo apurações da PC. "Essa quadrilha é responsável por abastecer Belo Horizonte e a região metropolitana de toneladas de entorpecentes, principalmente maconha. Em uma das ocasiões foi apreendida mais de uma toneladas e 300 kg de droga", diz o delegado.

As prisões ocorreram de janeiro até o fim de março. Os integrantes estão presos temporariamente e serão indiciados por tráfico de drogas, associação ao tráfico e lavagem de dinheiro. A polícia deflagrou a operação após detectar grande quantidade de entorpecentes transportada da região da fronteira entre o Brasil com o Paraguai para a capital mineira. Também chamou a atenção dos agentes o alto padrão de vida dos suspeitos.  

VIDA DE LUXO

Os integrantes do grupo - oito homens e duas mulheres - ostentavam padrão elevado de vida. "Um dos gerentes do tráfico residia em um apartamento de luxo, no Buritis, com quadra de tênis, o que é incompatível, porque ele não tinha emprego fixo e ostentava veículos de luxo com valores de R$ 80 mil a R$ 500 mil cada", relata o delegado.

Entre os veculos apreendidos, estão um Audi A7, uma Mercedes E 500 blindada, um Honda Civic turbo e uma Volkswagen Amarok. 

De acordo com o delegado, a quadrilha chegava a movimentar R$ 70 mil por dia. "Para você ver o poder econômico dessa quadrilha, em um dia de tráfico ela iria depositar um valor de R$ 70 mil", diz.

ESTRUTURA DA QUADRILHA 

Cada membro do grupo tinha uma função específica, conforme apurações dos agentes. "Todos os presos têm uma função específica: o chefe, a pessoa responsável pela movimentação financeira da organização criminosa, a pessoa responsável por auxiliar no transporte do entorpecente da região fronteiriça do Brasil com o Paraguai para a capital, o gerente do tráfico e os conhecidos vapores, que são as pessoas que vendem a substância para o usuário final", relata o delegado.

Fonte: Jornal O Tempo