PRESA QUADRILHA QUE APLICOU GOLPES EM SERVIDORES PÚBLICOS DE MINAS GERAIS

Servidores públicos de Minas Gerais foram alvos de um golpe de uma quadrilha presa pela Polícia Civil. O grupo incluía nos contracheques dos funcionários, sem a autorização, um contrato de seguro de vida. Os valores eram descontados diretamente na folha de pagamento. Segundo as investigações, os dados eram conseguidos por meio da Associação dos Servidores Públicos Estaduais e Federais (Aspef). A organização chegou a dar um prejuízo de R$ 1 milhão. Ao todo, cinco pessoas foram presas e apresentadas nesta quarta-feira.

Durante as investigações, a Polícia Civil identificou como a quadrilha atuava. Eles conseguiam os dados dos servidores através da associação e depois aplicava o golpe. “Essa associação, formada um por grupo familiar, passou a inserir de forma ilícita contratos de planos de seguro de vida que eram descontados diretamente nas folhas de pagamento de funcionários públicos do Estado. Mas a associação não tinha a autorização e nem os contratos para efetuarem esses descontos", explicou o Delegado Rogério Cedrola.

Segundo o delegado, os criminosos conseguiam os dados por meio de contratos feitos entre a associação e empresas de terceiros, que firmavam contratos lícitos com os funcionários públicos. “E a partir desses contratos, que tinham com terceiros, e acesso aos dados cadastrais, o grupo passava a inserir esses descontos nos contracheques de forma ilícita”, disse.

A operação para prender os integrantes da quadrilha aconteceu na terça-feira. Foram presos: Alexandre Saliba de Souza, 46 anos,  Stephanie Caroline de Oliveira Saliba, 23, Alexia Nathanie de Oliveira Saliba, 20, Clênia Lúcia de Oliveira, 46, e Fernanda Ataíde Pongeluppi, de 27. O grupo faturava alto com os golpes, segundo a polícia. "A associação estava tendo uma arrecadação mensal entre R$ 65 mil e R$ 68 mil. Durante todo o período que o grupo criminoso existiu, tanto no início de forma lícita e depois quando passou a alimentar o sistema de forma ilícita, o valor total movimentado chegou a quase R$ 1 milhão”, comentou Cedrola.

A Polícia Civil teve ajuda do Estado nas apurações, por meio da Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado (Seplag). Com isso, conseguiu analisar os documentos apreendidos com os criminosos e verificar os dados de arrecadação da associação e os números de contratos ilícitos de seguro de vida realizados.

Os presos vão responder por estelionato, lavagem de dinheiro, organização criminosa, obstrução da Justiça e falsa comunicação de crime. O delegado encerrou o inquérito e pediu a prisão preventiva deles. Também foi pedido a suspensão do contrato da associação com a Seplag.

 

Fonte: Jornal Estado de Minas