POLÍCIA CIVIL APREENDE TRÊS TONELADAS DE MACONHA NO TRIÂNGULO MINEIRO

Uma investigação de três meses fez com que a Polícia Civil conseguisse realizar a maior apreensão de drogas de Minas Gerais neste ano: três toneladas de maconha em Campo Florido, no Triângulo Mineiro. Nesta segunda-feira (28), a instituição deu detalhes do caso, que ainda está em aberto e à procura do investidor do esquema. Cada barra está avaliada em cerca de R$ 1.000.

A apreensão foi realizada na última sexta-feira (25), quando equipes de Belo Horizonte deslocaram até o município. "Todo nosso trabalho é fundamentado e embasado no fluxo e refino de informação. Tínhamos essa informação há alguns meses e, na última semana, ela amadureceu e soubemos o endereço preciso. A aeronave da Polícia Civil foi mobilizada para nos dar apoio e levou uma equipe até lá enquanto o resto da equipe deslocava por terra. A droga estava armazenada em uma fazenda da zona rural, sem sinal para internet e telefone", explicou o delegado Daniel Araújo, do Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc).

Durante a ação, a Polícia Militar conseguiu localizar quatro homens que estavam transportando aproximadamente 219 kg da mesma droga. Na abordagem, o grupo confessou que tinha pego o material na mesma fazenda e tinha como destino São Paulo. A polícia ainda investiga se os suspeitos são "mulas" - responsáveis apenas pelo transporte - ou traficantes. 

"A gente sabe que esse modelo de drogas vem do exterior, geralmente, do Paraguai, transportadas em carretas e colocadas nesses locais em que chamamos de 'portos secos', onde a carga é jogada ao solo e começa a ser feito a distribuição capilar", detalhou o policial. 

Entre o material, a polícia apreendeu aproximadamente 30 kg de skunk, conhecido como 'supermaconha', que tem o teor e valor de mercado mais altos.

"As investigações continuam. O dono da fazenda também vai ser investigado. É uma próxima etapa do trabalho que vai ser apresentado quando a gente concluir o trabalho e remeter à Justiça", finalizou Araújo.

Fonte: Jornal O Tempo