PC PRENDE TRAFICANTES QUE VENDIAM DROGAS POTENCIALIZADAS PARA CLASSE ALTA DE BH

A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (14), três traficantes em casas de alto padrão em Belo Horizonte que vendiam drogas de alto valor para clientes da classe alta e média. Eles faziam comprimidos de êcstasy em tamanho muito acima do normal, forneciam seda já banhada em óleo de maconha e usavam uma balança de precisão disfarçada de alarme de carro. Tudo por um preço bem alto. As vendas eram feitas até por lista de transmissão por Whatsapp. 

De acordo com a Polícia Civil, os traficantes de 21, 24 e 28 anos foram presos em casas no bairro Serra, região Centro-Sul de Belo Horizonte, Ouro Minas, na região Nordeste e bairro Padre Eustáquio, na região Noroeste da capital. Na casa de cada um deles foram encontradas drogas para serem vendidas como LSD, êcstasy, MDMA e maconha. 

De acordo com a polícia, algumas características peculiares do tráfico de drogas feitos por esses suspeitos chamou a atenção. Eles mostravam um jeito inovador de apresentação dos produtos e também na comercialização.

Os comprimidos de êcstasy tinham um tamanho muito maior que os tradicionais. Os próprios suspeitos afirmaram aos policias que os clientes sabiam que se tomassem o comprimido inteiro poderiam ter uma overdose e até morrer. 

Outra peculiaridade foram algumas sedas que já estavam impregnadas com óleo de maconha, método nunca antes visto pelos policiais do Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc) que apresentaram a ocorrência. Segundo eles, a ideia era potencializar o efeito da droga. Além disso, havia comprimidos que se assemelhavam a miçanga de trabalhos artesanais e uma mini balança de precisão disfarçada de um alarme de carro. 

A venda das drogas era combinada e feita por meio do Whatsapp, os suspeitos tinham até uma lista de transmissão com os clientes e exigiam que eles apagassem as mensagens após as combinações. Eles passavam inclusive mensagens bíblicas antes de ofertas os produtos disponíveis e os preços. Os suspeitos acreditavam que assim não seriam encontrados pela polícia. As listas de transmissão tinham centenas de pessoas. 

A venda das drogas sintéticas eram feitas principalmente em festas de alto padrão e entregues nas casas dos usuários de "mais confiança" dos traficantes. Dois suspeitos já tinham passagens pela polícia. 

As investigações duraram 70 dias até chegar nesses suspeitos e elas continuam com objetivo de encontrar mais drogas e mais presos. A polícia não informou a quantidade de droga e dinheiro apreendidos e nem o preço que eram vendidos os entorpecentes, porque a operação ainda está em andamento. 

Fonte: Jornal O Tempo