PADRE É PRESO POR ARMAZENAR FOTO DE MENINO APENAS DE CUECA EM MG

Um padre de 56 anos da cidade de Borda da Mata, no Sul de Minas, foi preso em flagrante, nessa quinta-feira (29), após a Polícia Civil localizar no celular do suspeito a foto de um menino apenas de cueca.

O mandado de busca e apreensão ocorreu na casa paroquial em que o padre morava. Segundo moradores, o religioso estava na cidade há mais de um ano e realizava missas na paróquia Nossa Senhora do Carmo.

De acordo com a assessoria de imprensa da polícia, após encontrar a imagem do garoto de 11 anos seminu, ele foi chamado para conversar. O menino confirmou aos policiais que tinha trocado mensagens com o sacerdote. Detalhes do conteúdo dos textos ainda não foram divulgados.

O padre foi preso em flagrante com base no artigo 241ª do Estatuto da Criança e do Adolescente, que prevê pena de três a seis anos de reclusão para quem “oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar por qualquer meio, inclusive por meio de sistema de informática ou telemático, fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente.”.

Após prestar depoimento, o padre foi encaminhado ao presídio de Pouso Alegre, cidade vizinha. Por meio de nota, a Arquidiocese de Pouso Alegre, responsável pela paróquia de Borda da Mata, informou que o religioso foi afastado das atividades.

VEJA A NOTA NA ÍNTEGRA:

“Considerando que nesta data foi preso *, padre em licença do Mosteiro Trapista de Campo do Tenente (PR) para uma experiência pastoral em nossa Arquidiocese de Pouso Alegre.

Por medida cautelar, a Arquidiocese de Pouso Alegre afastou o padre do exercício do ministério, enquanto aguarda o resultado da apuração dos fatos.

A Arquidiocese de Pouso Alegre está disposta a colaborar com a Justiça em tudo o que for necessário para a elucidação dos fatos e lamenta profundamente o ocorrido que ferem o Corpo Eclesial e a comunidade cristã, e assim pede que não falte a todos a misericórdia e a oração neste momento doloroso”.

 

Fonte: Jornal O Tempo