DUPLA É PRESA SUSPEITA DE ENVOLVIMENTO COM O TRÁFICO DE DROGAS POR ATACADO EM BH

Dois homens de 33 e 39 anos foram presos pela Polícia Civil suspeitos de envolvimento com a venda de drogas por atacado em Belo Horizonte. A dupla foi localizada no bairro São Gabriel, na região Nordeste da capital, e, nesta terça-feira (3), a instituição deu mais detalhes do caso. 

"Há cerca de 20 dias chegou a informação para nós sobre um grande distribuidor de drogas na região do São Gabriel. Ele vendia por atacado, ou seja, revendia para outros traficantes e não para usuários. Nós tínhamos um alvo, que nos levava ao sujeito que não tinha passagens. No dia 28 de outubro, nós percebemos uma situação  de compra e venda de entorpecentes. O investigado de 39 anos era o responsável pela escolta da droga e o outro vendia. Nessa primeira abordagem foram localizados 5kg de cocaína", explicou o delegado Rodolpho Machado, do Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc).

Dois homens que estavam em motocicletas fugiram. Durante a abordagem, a polícia foi até a casa do suspeito mais velho, em Betim, na região metropolitana da capital. Lá, os policiais encontraram uma arma de fogo artesanal e apetrechos para criação de outras armas.

"Na casa do outro suspeito (de 33 anos) arrecadamos porções de maconha e cocaína. Encontramos papéis com um outro endereço no bairro Candelária (região de Venda Nova), onde encontramos 73 barras de maconha, totalizando aproximadamente 50 kg da droga e mais 1 kg de cocaína. A princípio, ele disse que era motorista de aplicatvo, estava fazendo entrega de uma encomenda e não sabia do que se tratava", detalhou o delegado.

No imóvel do bairro Candelária, que era alugado, a polícia achou caixas vazias com resquícios de maconha e a suspeita é que pela residência tenha passado mais de 500kg da mesma droga antes que a polícia chegasse. 

"Na primeira abordagem, no São Gabriel, uma mulher foi encontrada, mas disse que estava de carona e foi deixada lá pelos motociclistas. A segunda moça foi localizada na primeira casa do homem de 33 anos. Elas não foram flagradas, mas as investigações continuam para saber se elas atuam ou não no tráfico", afirmou o delegado.

A Polícia Civil tenta ainda descobrir quais associações criminosas comprariam a droga e são responsáveis pela venda a varejo, a origem dos entorpecentes e se os presos são realmente os donos do material ou atuam em nome de outros. Segundo a instituição, a dupla, formalmente, exerceu o direito de ficar calada.

Fonte: Jornal O Tempo