'ASSIM COMO A COVID-19 ESTÁ MATANDO, AS NOTÍCIAS FALSAS TAMBÉM MATAM', DIZ DELEGADO EM UBERLÂNDIA

Além de desinformação, as notícias falsas podem causar diversos problemas para as pessoas que as compartilham e recebem. O delegado Regional de Uberlândia, Marcos Tadeu, destacou que os danos podem atingir até mesmo entidades oficiais, como a Polícia Civil.

Ele relatou os problemas que as “fake news” podem gerar no trabalho policial e para toda a sociedade.

“O principal ponto que temos é a irresponsabilidade de quem divulga as notícias. O exemplo mais drástico que me lembro foi de uma senhora que foi confundida com uma sequestradora de crianças no litoral de São Paulo e foi assassinada, por conta de fake news. Isso traz uma insegurança jurídica e social”.

Um dos casos no qual o delegado lembra e que prejudicou a Polícia Civil, segundo ele, foi registrado em Minas Gerais. “Recentemente foi dito que teria sido registrada uma ocorrência de que 47 corpos vítimas da Covid-19 haviam sido encontradas e o Estado teria mandado camuflar isso usando funerárias”, lembrou.

“Disseram que a Polícia Federal estava investigando o caso. Por conta da repercussão, o efetivo da Polícia Civil dessa cidade ficou mobilizado para apurar o caso, que nunca existiu”, completou.

 

ORIENTAÇÕES

Para evitar ser enganado por notícias falsas, Tadeu deu algumas orientações do que fazer ao ler uma notícia. “Eu sugiro que sempre olhem a fonte, caso seja algum órgão sério. Até porque, as vezes estamos desviando recursos para algo que não existe, para não atender outros casos que precisam”.

Mesmo existindo crimes nos quais compartilhar notícias falsas pode se enquadrar, o delegado pede que a atitude seja feita por educação. “Vamos trabalhar com a educação e bom senso das pessoas. Do mesmo jeito que a Covid-19 está matando, as fake news também matam. É uma irresponsabilidade, temos que buscar a fonte e a origem, além da educação”, finalizou.

Fonte: G1